Quatro dias depois desta manifestação, a Aliança UAP disponibilizou-se para negociar uma nova solução para o Coliseu. A 16 de Agosto encetaram-se as negociações, das quais resultou a decisão de se lançar uma subscrição pública de acções ou a criação de uma associação ou fundação para comprar e gerir o Coliseu do Porto. Decidiu-se, também, fazer uma exposição sobre o Coliseu e organizar um espectáculo, no dia 7 de Setembro.
A adesão a este espectáculo, "Todos pelo Coliseu", foi enorme, tanto por parte do público como por parte dos artistas, que contribuíram para a angariação de fundos para a compra do Coliseu. Foi um enorme gesto de solidariedade que rendeu a surpreendente quantia de 8 mil contos.
Nesta ocasião, os espectadores foram convidados a colocar numa tômbola uma ficha de identificação, tornando-se assim, de imediato, sócios-fundadores do que viria a ser a Associação Amigos do Coliseu do Porto.
A 17 de Novembro, a Câmara Municipal do Porto, a Secretaria do Estado da Cultura, a Área Metropolitana do Porto e a Aliança UAP firmaram um protocolo para a constituição de uma associação sem fins lucrativos, destinada a gerir os destinos do Coliseu, denominada “Amigos do Coliseu do Porto”.
Um ano depois do início da polémica, no dia 2 de Agosto de 1996, o Salão Jardim era o palco da assinatura da escritura de aquisição do Coliseu, graças à luta de todos os portuenses.
Como então referiu José António de Barros, Presidente da Direcção da AACP, “A Associação Amigos do Coliseu representa todos aqueles cidadãos anónimos que, há um ano, saíram à rua. Foram estas pessoas que tornaram possível o acordo que hoje assinamos e é a elas que queremos manifestar o nosso mais sentido agradecimento.”
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