Coliseu do Porto - Login
Esta área destina-se exclusivamente aos Amigos do Coliseu!
Se é nosso Associado e ainda não tem os seus dados de acesso, vá ao menu "Amigos do Coliseu" e clique em "Área de Registo".



24 May, 2013

Manifestações

AddThis Social Bookmark Button
There are no translations available.

Os protestos surgiram de imediato, vindos de diversos quadrantes. Instituições, empresas privadas, nomes sonantes das letras, das artes e do espectáculo iniciaram um movimento de oposição que culminou com a distribuição de um “Manifesto em Defesa do Coliseu do Porto” e com a convocação de uma manifestação na Rua Passos Manuel, para o dia 4 de Agosto.

“Nós, cidadãos do Porto, tornamos pública a maior indignação pela morte anunciada do Coliseu. O Coliseu é um dos símbolos culturais da cidade, é património efectivo de todos nós, faz parte da nossa memória colectiva (...) A cidade do Porto, que é símbolo da história de Portugal, da luta pela liberdade, respeita a liberdade religiosa de cada um. Mas cada actividade deve ter locais próprios e o Coliseu do Porto tem sido um local de cultura, de espectáculo, para todos os cidadãos. E queremos que continue assim. Vamos juntar a indignação de cada um de nós numa única voz.” 

Foram estas as razões que motivaram a acção de protesto em frente ao Coliseu. E milhares de pessoas compareceram. Mas no dia seguinte, sem marcação prévia, uma manifestação popular espontânea surpreendeu tudo e todos. Aos populares, que gritavam “O Coliseu é Nosso”, juntaram-se intelectuais, artistas e políticos. Mais de uma centena de figuras estiveram presentes: os músicos Filipa Pais, Pedro Abrunhosa, Rui Veloso, Sérgio Godinho, Vitorino; os maestros José Atalaya, Manuel Ivo Cruz e Miguel Graça Moura; os arquitectos Alcino Soutinho, Paulo Pulido Valente, Souto Moura e Álvaro Siza Vieira; os escritores Hélder Pacheco, Ilse Losa, Manuel António Pina; o escultor José Rodrigues; os actores António Reis, Júlio Cardoso, Óscar Branco e Acácio Carvalho; os desportistas José Pedrosa e Rosa Mota; Jorge Nuno Pinto da Costa, Paulo Barros Vale e o Presidente da Câmara, Fernando Gomes, além de muitas instituições. 

Pedro Abrunhosa foi uma das figuras da cultura do Porto que esteve presente. “Quando soube que o Coliseu estava vendido desloquei-me para lá, levei umas algemas no bolso e disse que não saía dali enquanto a venda não fosse anulada”, recorda. Uma acção simbólica que foi seguida por muitos populares que levaram cordas, algemas e ligas de metal. 

Foi uma manifestação grandiosa e emotiva que demonstrou a todos esta sala de espectáculos era um património inalienável dos portuenses e que estes lutariam até ao fim para proteger o “seu” Coliseu.